O índice de confiança do empresário industrial brasileiro subiu 1,3 ponto em outubro, alcançando 46,2 pontos, segundo dados da CNI. Apesar da melhora, o índice permanece abaixo da linha dos 50 pontos que diferencia confiança de desconfiança. A queda no pessimismo é atribuída principalmente à melhoria nas expectativas para os próximos seis meses, que atingiram 49,3 pontos, quase a linha de neutralidade.
Contudo, a avaliação da situação atual recuou 0,2 ponto, ficando em 40, o menor nível desde julho de 2020, refletindo o alto endividamento das empresas, as taxas de juros elevadas e a pressão sobre custos.
Para financiar investimentos e produção, a indústria recorre principalmente aos bancos tradicionais, que atenderam 65,3% das demandas para operações de curto e médio prazo. No entanto, as condições de crédito, em volume, custo e prazos, têm dificultado o acesso, especialmente para pequenas empresas. Como consequência, muitas empresas têm adiado investimentos e contratações, impactando o crescimento do setor.












