O índice de satisfação dos empresários industriais com a margem de lucro caiu 1,3 ponto no terceiro trimestre, chegando a 42,2 pontos, o menor patamar desde o segundo trimestre de 2020, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pressão nos custos é atribuída, em parte, à guerra no Oriente Médio, que impacta matérias-primas e os custos de produção.
Além disso, a redução da demanda causada pela dinâmica do comércio internacional contribuiu para a insatisfação. O acesso ao crédito se tornou mais difícil, e a avaliação financeira das empresas piorou no período.
Entre os principais desafios para os empresários estão a carga tributária, apontada por 37,2% como o maior problema, seguida pela insuficiência da demanda interna (29,6%) e pelos juros altos (24,3%).
Dentro das fábricas, o ritmo da produção desacelerou em setembro, com o índice em 46,7 pontos, indicando queda em relação a agosto. O índice de emprego ficou em 48 pontos, sinalizando redução nos postos de trabalho do setor.
Os estoques cresceram pelo terceiro mês consecutivo, atingindo o maior nível desde outubro de 2023, refletindo o acúmulo de produtos que não têm tido saída no mercado, o que desestimula a produção.
Apesar desse cenário, a utilização da capacidade instalada subiu para 70%, e os índices de expectativa quanto à demanda, compra de insumos, emprego e exportações permanecem estáveis ou próximas a 50 pontos. A intenção de investimento registrou alta de 1,3 ponto, alcançando 52,6 em outubro, sugerindo um cenário moderado de confiança para os próximos meses.










