A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA, registrou alta de 0,82% em setembro, o maior crescimento para o mês desde 2021. Com isso, o índice acumula 4,58% em 12 meses, ultrapassando o teto da meta estipulada pelo governo, que é de 4,5%.
A principal pressão veio da conta de luz residencial, que teve aumento de 7,98%, resultado do fim do bônus da usina de Itaipu nas faturas e da vigência da bandeira tarifária amarela, que adiciona custo extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh. Além disso, reajustes foram aplicados em cidades como Belém, São Luís e Vitória, enquanto Rio Branco e Fortaleza tiveram redução nos valores.
Todos os nove grupos pesquisados pelo IBGE registraram alta, com habitação (2,31%), transportes (0,89%) e alimentação e bebidas (0,83%) liderando os aumentos. O preço do tomate subiu 37,76%, seguido pela batata-inglesa (24,07%) e cebola (10,14%). O frango e frutas tiveram redução nos preços.
Nas capitais, Vitória registrou a maior inflação mensal, com 1,08%, seguida por Goiânia (1,07%) e Belo Horizonte (1,05%). Entre famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, Belo Horizonte teve a maior alta, 1,09%.












