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Endividamento das famílias brasileiras recua em setembro, mas tempo médio de atraso cresce

14 de outubro de 2026 às
16:26

Pesquisa aponta que, em setembro, 81,7% das famílias brasileiras tinham dívidas a vencer, a primeira queda no indicador em 2025. A inadimplência, que mede a proporção de famílias com parcelas em atraso, também recuou 0,3 ponto percentual, chegando a 29,6%, o menor nível desde março.

O percentual de consumidores sem nenhum tipo de dívida subiu para 18,1%, o maior patamar para o ano. Contudo, o tempo médio de atraso nas dívidas aumentou pelo segundo mês consecutivo, chegando a 65,3 dias, recorde desde novembro de 2024. Esse aumento é explicado pelo crescimento das dívidas com mais de 90 dias em atraso, que passaram a representar 48,9% do total.

Entre as famílias com renda até três salários mínimos, a inadimplência caiu levemente para 38,5%. A Confederação Nacional do Comércio ressalta que a medida provisória que suspende as operações de apostas virtuais ainda não refletiu economicamente, mas poderá impactar os dados futuros caso seja mantida.

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