A indústria brasileira diminuiu o ritmo em setembro, com a intenção de investir caindo pelo quarto mês consecutivo, alcançando o menor nível em seis anos, conforme levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice ficou abaixo da média histórica, sinalizando o receio dos empresários diante do cenário econômico.
Apesar de cinco reduções seguidas na taxa básica de juros, a Selic ainda está em 13,75% ao ano, uma das mais altas globalmente, o que limita o investimento no setor. A produção industrial registrou queda entre julho e agosto, algo atípico para o período, e a utilização da capacidade instalada das fábricas recuou.
O enfraquecimento do setor também afetou o emprego e a demanda por produtos industriais. Marcelo Azevedo, gerente de análise econômica da CNI, destaca que “a proximidade das eleições traz certo grau de incerteza que faz os empresários se tornarem mais cautelosos, impactando decisões de produção e contratações”.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, enquanto a indústria teve expansão tímida de 0,1%, sustentada principalmente pelas indústrias extrativas, que avançaram 3,4%.











