O trabalho infantil no Brasil registrou seu menor nível da série histórica em 2025, segundo dados do IBGE. Foram 1.499.000 crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil, o equivalente a 4,0% dessa população, uma queda de 9,2% em relação a 2024.
O risco de trabalho infantil aumenta com a idade: 1,1% entre 5 a 13 anos, 5,9% entre 14 e 15 anos e 14,5% entre 16 e 17 anos, grupo que concentra 58,1% dos casos. Entre essas crianças e jovens, 29,6% trabalhavam 40 horas ou mais por semana.
As atividades econômicas mais frequentes são comércio e reparação de veículos (29%), agricultura (16,7%), indústria (12,5%), alojamento e alimentação (12,2%) e serviços domésticos (6,5%). Crianças e adolescentes pretos ou pardos representam 67% dos casos.
Regionalmente, o Nordeste destacou-se pela maior queda do trabalho infantil, com retração superior a 45% desde 2016 e redução de quase 30% entre 2022 e 2025. A diminuição está relacionada, em parte, à redução do número de beneficiários do Bolsa Família em trabalho infantil, que caiu 20,1% em um ano.
Analista do IBGE, Gustavo Geaquinto, ressalta que o que caracteriza trabalho infantil é o trabalho perigoso ou prejudicial à saúde e à escolaridade, conforme definição da OIT.











